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quarta-feira, 27 de abril de 2011

Com gramado e moral altos, Real tenta construir vantagem contra o Barcelona

O mítico gramado do estádio Santiago Bernabéu não pode reclamar. Se no passado ele não passou de um coadjuvante para grandes nomes da história do Real Madrid, hoje ele é protagonista. Normalmente molhado, hoje ele ficará seco. Normalmente ralinho, hoje está alguns milímetros mais alto. Faz parte da tática de José Mourinho para desacelerar o toque de bola envolvente do time do Barcelona.

Hoje, a partir das 15h45 (com ESPN, ESPN HD, Rádio Estadão ESPN e estatísticas e lances no tempo real do ESPN.com.br), Real Madrid e Barcelona entram em campo para fazer o terceiro do "rali de clássicos". No primeiro round, empate por 1 a 1 no mesmo Bernabéu, 11 dias atrás, resultado que deixou os dois times satisfeitos.


O Barcelona, que manteve a mesma vantagem que ainda tem no Campeonato Espanhol - 8 pontos -, muito perto do tricampeonato. E o Madrid, que ganhou confiança e segurança: os 5 a 0 do primeiro turno eram parte do passado. O antídoto foi testado novamente na final da Copa do Rei, quarta passada. E o Real ganhou por 1 a 0 na prorrogação, conquistando um título que náo via havia 18 anos.

Foram dois jogos tensos, com entradas fortes e bate boca entre jogadores, o que fez até mesmo o técnico da seleção espanhola, Vicente del Bosque, se manifestar pedindo calma. Os treinadores dos dois clubes entraram em uma batalha dialética liderada por José Mourinho, especialista no assunto e na tentativa de ganhar o jogo antes mesmo dele começar.

Os olhos estarão atentos para o alemão Wolfgang Stark. Desde a indicação do árbitro para a partida, os jornais de Madri e Barcelona passaram a resgatar do fundo do baú lances em que Stark ajudou ou prejudicou o Real, ajudou ou prejudicou o Barça. O famoso dia em que ele se disse fã e pediu a camiseta para Messi também foi lembrado - talvez um arrependimento da carreira de Stark.

A história da Champions League mostra nove títulos para o Real Madrid, três para o Barcelona. Se o clube catalão ganhar a edição atual, no entanto, seria a terceira em seis anos, construindo o que pode-se chamar de era vitoriosa. Reconhecidamente o time que melhor joga futebol no mundo, o Barça vai se reencontrar com sua antítese, José Mourinho, pela 14a vez em seis anos, o único treinador que se mostra capaz de enfrentar a azeitada máquina "made by Catalunya" - seja no Chelsea, na Inter ou, agora, no Real.  

"Se esse time é o melhor de todos os tempos? Não sei", respondeu Mourinho. "Nasci em 63, então só lembro algo de futebol na década de 70. Certamente é um dos grandes, mas não sei se o maior", disse o português, no que pode ser interpretado como um enorme elogio ao Barça. "Aprendo com José Mourinho a cada vez que o enfrento", disse Guardiola. 

É que as coisas positivas que um fala do outro ficam escondidas, não vendem tanto jornal quanto as polêmicas.

Em 27 de abril de 1960 – exatos 51 anos atrás –, os dois times enfrentaram-se em uma semifinal de Copa dos Campeões da Europa. O Real venceu por 3 a 1 aquela partida que, somada ao 3 a 1 do primeiro jogo, levou o clube à decisão histórica contra o Eintracht Frankfurt (vencida por 7 a 3).

Naquele mesmo ano, mas já pela temporada 60/61, eles se enfrentaram pela primeira fase do mata-mata do Europeu, e o Barcelona deu o troco.

O último encontro pela Champions aconteceu em 2002, também em uma semifinal. O Real tinha um time muito superior e venceu por 2 a 0 no Camp Nou, empatando depois no Bernabéu por 1 a 1. Venceria a final contra o Bayer Leverkusen, conquistando a Europa pela nona vez - e última. Desde então, o projeto dos Galácticos não conseguiu superar de forma consistente o das "canteras" do Barcelona.

Precisou a recorrer a José Mourinho. Não por um estilo melhor, mas por vitórias que o madridismo demandam. O jogo de hoje pode dar sequência a uma mudança de ciclo que começou quarta-feira passada. Ou não. Pode mostrar que até o Barça tropeça, como tropeçou, mas que segue sendo superior quando a bola rola.

Real Madrid – dúvidas, ausências e retornos
- Sami Khedira está com uma lesão no músculo adutor direito e não participará da partida desta quarta-feira
- Lass Diarra já recuperou-se de um incômodo no quadril, o meio-campista será o substituto de Khedira
- Adebayor, com uma lesão na virilha, e Di María, lesionado no joelho direito, estão recuperados e ficam à disposição de Mourinho. O argentino começa jogando, enquanto o togolês fica como opção no banco de reservas
- Fernando Gago continua afastado devido a uma lesão muscular

Barcelona – dúvidas, ausências e retornos- Andrés Iniesta, com uma lesão na panturrilha, foi descartado da partida
- Maxwell nem foi relacionado devido a uma publagia, o que levará Guardiola a improvisar Puyol ou Mascherano na lateral-esquerda
- Adriano, outro lateral-esquerdo do elenco, está afastado devido à ruptura de um músculo na perna direita
- Gabriel Milito recuperou-se de uma lesão na panturrilha e deve ficar no banco de reservas

Ficha Técnica
Real Madrid x Barcelona

Local: Santiago Bernabéu, em Madri (Espanha) 
Data: 27 de abril de 2011, quarta-feira 
Horário: 15h45 (horário de Brasília) 
Árbitro: Wolfgang Stark (Alemanha) 
Assistentes: Jan-Hendrik Salver e Mike Pickel (ambos da Alemanha) 
Assistentes adicionais: Babak Rafati e Tobias Welz (ambos da Alemanha)

REAL MADRIDCasillas; Arbeloa, Sérgio Ramos, Albiol e Marcelo; Pepe, Lass Diarra e Xabi Alonso; Ozil, Cristiano Ronaldo e Di María
Técnico: José Mourinho

BARCELONAValdés; Daniel Alves, Piqué, Mascherano e Puyol; Busquets, Xavi e Keita; Messi, Pedro e Villa
Técnico: Pep Guardiola


OBS:recomendo olharem na band ou espn(se galvaão narrar na globo por que ele não para de falar no kaká ELE É BANCO¬¬)


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