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segunda-feira, 30 de abril de 2012

City vence clássico, toma liderança e fica perto de conquistar Inglês após 44 anos

O Manchester City venceu o maior rival Manchester United por 1 a 0 e agora só depende das próprias forças para conquistar o título do Campeonato Inglês depois de 44 anos. Com melhor saldo de gols, muito pela goleada de 6 a 1 que aplicou em Old Trafford no primeiro turno, o City empata com o United no número de pontos, mas se torna líder da tabela a duas rodadas do final da liga, 

A diferença que era de oito pontos há três semanas caiu para a apenas três às vésperas do clássico. Agora, a tabela tem City com 83 pontos e 61 gols de saldo, contra United com 83 pontos e 53 de saldo. Caso ambos tenham o mesmo desempenho nas duas rodadas restantes, o United teria de tirar, portanto, esses oito gols de diferença.


O resultado mantém ainda o City invicto em casa nesta temporada da liga nacional. Dos 84 pontos disputados no City of Manchester, o time de Roberto Mancini conquistou 80. Já o United venceu só uma das últimas quatro partidas, já que perdeu para o Wigan e empatou contra o Everton.


Caso seja campeão, o City chegaria ao terceiro título inglês da história, depois de vencer em 1936-37 e 1967-68.

No próximo domingo, às 9h30, o City visita o Newcastle, que disputa vaga na próxima Champions League, enquanto às 12h o United recebe o Swansea, que está no meio da tabela. Uma semana depois, todos os jogos da última rodada acontecem às 11h, quando o City enfrenta em casa o Queens Park Rangers e o rival sai para pegar o Sunderland.

Em campo, Alex Ferguson optou pela formação com Giggs e Park, dupla que o experiente técnico escocês costuma utilizar em jogos decisivos - formaram o meio junto do homem de confiança Scholes e Carrick, deixando Valencia e Welbeck no banco de reservas. Na frente, Nani e Rooney pouco apareceram na primeira etapa, e o United acabou não conseguindo criar boas chances de marcar.

Já o City, apesar de não ter um grande número de oportunidades de abrir o placar, teve melhor sorte. Com a ofensiva formação de Silva, Nasri, Tevez e Aguero, foi premiado pouco antes do intervalo com um gol de Kompany, de cabeça, após cobrança de escanteio, o suficiente para descer para os vestiários com a liderança do Campeonato Inglês.



No segundo tempo, o United não dava sinais de melhorar a presença no campo de ataque, e Ferguson trocou Park por Welbeck. Depois, foi a vez de Mancini proteger a equipe azul, com De Jon entrando no lugar de Carlos Tevez.

E o jogo seguiu muito brigado e com poucos espaços, tanto que Yaya Touré resolveu arriscar de longe aos 27 minutos para assustar o goleiro De Gea. Aos 36, novamente o atleta nascido na Costa do Marfim puxou contra-ataque, limpou Ferdinand e bateu raspando a trave do United.

Perdendo, Ferguson ainda tentou ir para cima com as entradas de Valencia e Young. Depois, ainda teve uma discussão ríspida com Roberto Mancini, quando ambos reclamavam de um lance da partida.

Mas as melhores chances seguiam sendo do City, que quase ampliou com Clichy, que bateu forte e parou em De Gea, e Nasri, que demorou para finalizar e acabou desarmado dentro da área. Já o United não conseguia pressionar, e o jogo terminou mesmo 1 a 0 para o lado azul de Manchester, para festa da torcida que lotou o estádio e pode soltar o grito de campeão inglês daqui a duas semanas.
FICHA TÉCNICA 
MANCHESTER CITY 1 x 0 MANCHESTER UNITED

Local: estádio City of Manchester, em Manchester-ING 
Data: 30 de abril de 2012, segunda-feira 
Horário: 16 horas (de Brasília) 
Árbitro: Andrew Marring 
Cartões amarelos: Kompany, Yaya Touré, De Jong (City); Jones (United) 
Público: 47.259 pagantes
GOLS: City – Kompany, aos 46 minutos do primeiro tempo.

MANCHESTER CITY: Joe Hart; Zabaleta, Kompany, Lescott e Clichy; Yaya Touré, Barry, David Silva (Richards) e Samir Nasri (Milner); Carlos Tévez (De Jong) e Aguero 
Técnico: Roberto Mancini

MANCHESTER UNITED: De Gea; Jones, Ferdinand, Smalling e Evra; Scholes (Valencia), Giggs, Carrick, Park Ji-Sung (Welbeck) e Nani (Ashley Young); Rooney 
Técnico: Alex Ferguson

domingo, 29 de abril de 2012

Real levanta cabeça, bate o Sevilla e pode ser campeão neste domingo

Apenas quatro dias após ser eliminado na Uefa Champions League, o Real Madrid voltou a campo neste domingo disposto a levantar a cabeça e se reerguer do golpe. Conseguiu. O time merengue superou o Sevilla por 3 a 0 no Santiago Bernabéu em duelo da 36ª rodada do Campeonato Espanhol e pode terminar o dia como campeão nacional após três temporadas. 

Para isso, precisa que o arquirrival Barcelona perca seu jogo contra o Rayo Vallecano mais tarde, fora de casa. Isto porque com o triunfo, a equipe da capital chegou a 91 pontos contra 81 do time blaugraná, restando apenas três rodadas para o fim da disputa. Assim, se cair, o grupo de Pep Guardiola só poderá ir a 90 e não alcançaria mais os comandados de José Mourinho.



O ataque que chegou à jornada como o melhor da história em uma temporada do Espanhol, com 109 gols, voltou a brilhar. Cristiano Ronaldo e Benzema, duas vezes, foram às redes, aumentaram a marca para 112 e garantiram o triunfo que serviu para recuperar a equipe da queda para o Bayern de Munique e retomar o ânimo da torcida, que voltou a cantar entusiasmada no mesmo local onde sofreu há alguns dias. 

Para o português, o gol significa um passo a mais na briga particular que trava com Lionel Messi pela artilharia de La Liga. Ele chegou a 43 com o deste domingo, anotado aos 19 minutos do primeiro tempo, enquanto o argentino soma 41. Benzema sentenciou a vitória logo no início da segunda etapa, com gols aos quatro e aos sete minutos.  

O placar elástico não reflete o que foi a partida como um todo, especialmente em seu primeiro tempo, quando o Sevilla atacaou bastante o Real Madrid e teve um gol legal de Fazio, anotado aos quatro minutos, ou seja, quando ainda estava 0 a 0, anulado de forma errada pela arbitragem. Mesmo com o 1 a 0, os visitantes tiveram chances de passar por Casillas, mas Negredo não estava em um dia feliz. A determinação da equipe acabou com os gols de Benzema no ínio da etapa final. 

Se o domingo pode terminar com título e festa, pode também ter dado uma pista importante sobre o futuro de Kaká. Muito criticado após a apresentação ruim que fez diante do Bayern de Munique, o brasileiro passou todo o tempo no banco diante do Sevilla, mesmo com Mourinho tendo feito as três alterações que tinha direito - colocou Albiol, Khedira e Callejón nos lugares, respectivamente, de Xabi Alonso, Granero e Di María.    

No sábado, o jornal francês "L'Équipe" noticiou que o meia reuniu-se com o presidente do Paris Saint-Germain na semana anterior à eliminação do Real na Champions League e que pediu uma conversa com o técnico da equipe, o italiano Carlo Ancelotti, o mesmo que o dirigiu no Milan.

Torres surpreende, faz três, e Chelsea massacra Queens Park Rangers em casa

Fernando Torres parece ter finalmente encontrado sua boa fase no Chelsea. O espanhol marcou nada menos do que três dos seis gols contra o Queens Park Rangers na goleada por 6 a 1, neste domingo, pela 36º rodada do Campeonato Inglês, feito que nunca havia conseguido com a camisa dos Blues. Sturridge, Terry e Malouda completaram o massacre do Chelsea, enquanto Cissé descontou para o QPR.

A vitória dá ao Chelsea ainda mais esperanças de conseguir uma vaga na Champions League da próxima temporada sem precisar conquistar o título da competição europeia neste ano. Chegando aos 61 pontos na tabela, os Blues pressionam o Tottenham e o Newcastle, e deixam todos ainda na briga para terminar o Campeonato Inglês na zona classificatória para a Champions 2012/2013. Para o Queens Park Rangers, no entanto, a situação é preocupante - o time que recém subiu da segunda divisão poderá dar adeus à Premier League já nesta temporada. Foram apenas 34 pontos somados até agora em 36 jogos, e e a equipe está seriamente ameaçado pelo rebaixamento.

Mas a partida deste domingo ficará marcada mesmo para aquele que foi o nome do jogo. Fernando Torres voltou a anotar três gols em uma mesma partida após dois anos e meio - a última vez que havia conseguido tal feito foi em setembro de 2009, quando ainda estava no Liverpool, na goleada por 6 a 1 sobre o Hull City. Mais do que isso, ele começa a cair nas graças da torcida e já passa a ameaçar a titularidade de Didier Drogba no ataque dos Blues, coloca uma dúvida na cabeça do técnico interino Roberto Di Matteo na reta final desta temporada.


O jogo - Classificado para a final da Champions League após eliminar o 'poderoso' Barcelona, o Chelsea entrou embalado nesta 36ª rodada do Inglês e, logo no primeiro minuto de jogo, Sturridge arriscou de fora da área e marcou um belo gol para os Blues, abrindo o placar em Stamford Bridge.

Desarrumado e saindo atrás no marcador já nos primeiros instantes de jogo, o QPR não conseguiu segurar o ímpeto do time mandante; aos 12 minutos, o zagueiro John Terry desviou de cabeça dentro da área para ampliar e dar indícios de que a torcida presente em Stamford Bridge veria uma grande apresentação do Chelsea. 

O zagueiro e capitão dos Blues, que foi expulso ainda no primeiro tempo da semifinal da Champions League contra o Barcelona no meio desta semana, comemorou fazendo gestos de desculpas para a torcida, na tentativa de se redimir pelo lance que poderia ter causado a eliminação do Chelsea na competição europeia. 

Sete minutos depois, Fernando Torres começou a brilhar. Após marcar o gol que garantiu o empate com o time catalão no Camp Nou, por 2 a 2, nesta terça, o jogador foi lançado, dribou o goleiro Kenny e empurrou para o fundo das redes, fazendo o primeiro dele na partida. Pouco tempo depois, aos 24 minutos, o espanhol se aproveitou de uma falha da defesa do QPR, para empurrar às redes: era o segundo dele no jogo, o quarto do Chelsea, ainda na metade do primeiro tempo.

Na etapa final, o time londrino manteve o domínio, e não teve dificuldades para conseguir marcar o quinto, aos 18 minutos. Em lançamento dentro da área, de novo Fernando Torres dominou e bateu com categoria, no canto esquerdo de Kenny.

Com a vantagem, o técnico Roberto di Matteo começou a fazer trocas na equipe e colocou Malouda e Ramires na partida. O ex-cruzeirense entrou bem no jogo e deu o passe para que o francês, aos 34 minutos, fizesse o sexto do Chelsea. Dois minutos depois, o rodado atacante Cissé descontou para o Queens Park Ranger, mas a reação dos visitantes parou por aí.

sábado, 28 de abril de 2012

Kaká reuniu-se com dono do PSG e pediu conversa com Ancelotti, diz jornal

O jornal francês "L’Équipe" garante em sua edição desta sábado que o meia brasileiro Kaká e o atacante argentino Gonzalo Higuaín reuniram-se na semana passada com o presidente do Paris Saint-Germain, Nasser al-Khelaifi. O brasileiro teria pedido uma reunião com Carlo Ancelotti, técnico da equipe.

O dono do clube francês, segundo o diário, tem como prioridade para a próxima temporada a contratação dos dois jogadores do Real Madrid. A notícia surge justamente após Kaká voltar a viver momento conturbado na Espanha.

Convivendo sempre com lesões, o ex-jogador do São Paulo jamais conseguiu se firmar na equipe merengue. Na atual jornada, fez boas apresentações e chegou a ser titular em algumas partidas, mas depois voltou a ter problemas de ordem física e acabou como um dos vilões da eliminação do Real na semifinal da Champions League.

Na última quarta-feira, o técnico José Mourinho o mandou a campo quando o placar apontava 2 a 1 para os espanhóis sobre o Bayern de Munique. O meia foi muito mal em campo e, para piorar, perdeu sua cobrança na decisão por pênaltis.

O jornal "Marca", no dia seguinte, informou que a má apresentação teria sentenciado seu fim no clube. Kaká ganha cerca de 10 milhõe de euros (cerca de R$ 25 milhões), o que faria a direção do time merengue não pensar muito para vendê-lo. Caso diferente do de Higuaín, que mesmo reserva anotou 21 gols na atual temporada.

O "L’Équipe" diz que a cúpula do PSG, que tem o brasileiro Leonardo como diretor, vê Kaká como um dos símbolos para fazer do time um dos grandes da Europa. E informa que o meia pediu para conversar com Carlo Ancelotti, que o comandou no Milan.



sexta-feira, 27 de abril de 2012

Guardiola admite erro por incerteza, diz ter perdido energia e que pensava em sair desde dezembro

Foram quatro anos intensos, desgastantes e vitoriosos. Josep Guardiola deixou ainda mais sua marca dentro do Barcelona, e o anúncio de sua saída, nesta sexta-feira, acontece depois de muito amadurecimento. Segundo o treinador, ele já tinha avisado o presidente do Barça, Sandro Rosell, e o diretor-esportivo, Andoni Zubizarreta, desde dezembro de 2011 de que seu ciclo estava no final.

“No começo de dezembro comuniquei ao presidente e a Zubi que o final de minha equipe estava próximo. Mas não podia dizer aos jogadores, porque o técnico é um dos pilares do vestiário”, falou o técnico na entrevista coletiva. Ele admitiu ter errado ao criar muita expectativa quanto ao seu futuro.



"Gostaria antes de tudo de falar que não é uma situação fácil para mim. Lamento profundamente a incerteza que gerei sobre minha continuidade, foi um erro. Sempre quis, desde o primeiro dia, contratos curtos, como jogador e como técnico. Têm que fazer as coisas muito curtas, quatro anos é uma eternidade como técnico do Barcelona", analisou Guardiola.
Rosell abraça Guardiola depois de confirmar a saída do treinador
Rosell abraça Guardiola depois de confirmar a saída do treinador
Crédito da imagem: EFE
Agora, o treinador afirmou que pretende reconquistar a energia que perdeu nos últimos anos.

“Perdi energia. Quero me afastar, ver tudo com calma... Porque acredito que foi prejudicial. Se ficasse, poderia ter causado danos. Corria perigo de oscilar, por isso decidi ir”, explicou. "Agora é descanso, tenho interesse em fazer outras coisas. A vida me levará, veremos".

Liminar confusa faz CBF negar inscrição, e Oscar está fora do Gre-Nal decisivo

Oscar vai seguir sem atuar pelo Internacional. O meia até conseguiu uma liminar judicial na noite desta quinta-feira, mas a CBF entendeu que a decisão não foi bem explicada e negou a nova inscrição do meia. Sem o nome no BID (Boletim Informativo Diário), o jogador não tem condições de jogo para enfrentar o Grêmio neste domingo, em clássico decisivo do segundo turno do Campeonato Gaúcho.

O grande problema é em relação aos termos da volta de Oscar. Se tiver que assinar um novo contrato, o meia não poderia ser inscrito no Campeonato Gaúcho. Logo, ficaria sem condições de jogo mesmo que tivesse o nome publicado no BID. O jogador só poderia atuar se o vínculo antigo com o Internacional fosse reativado.

Com a dúvida, Luiz Gustavo Vieira de Castro, diretor de registros da entidade, e Carlos Eugênio Lopes, diretor jurídico da entidade, preferiram não correr riscos futuros – Grêmio e São Paulo poderiam entrar no STJD para questionar a regularidade de Oscar – e não vão publicar o nome do meia no BID.

As informações partiram do presidente da Federação Gaúcha de Futebol, Francisco Novelletto. "A decisão do ministro é confuso. Não está especificando se ele pode cumprir o contrato em vigor. Consta apenas que ele está liberado para assinar com qualquer clube. A CBF preferiu não bancar a responsabilidade", disse o presidente.


Entenda o caso – Oscar entrou na Justiça contra o São Paulo no final de 2009 alegando salários atrasados e que foi forçado a assinar um contrato com o clube ainda quando tinha 16 anos e era menor de idade. No meio do ano seguinte, o meia conseguiu ganho de causa, se desvinculou do time do Morumbi e acertou com o Internacional.

Desde então, o São Paulo vem tentando na Justiça reverter a decisão. A vitória definitiva paulista viria apenas no dia 21 de março deste ano. Uma decisão do Tribunal Regional do Trabalho esclareceu um julgamento do mês de fevereiro, decidiu reestabelecer o vínculo do atleta com o clube do Morumbi e o impediu de atuar pelo Internacional.

Oscar não entra em campo desde então, mas decidiu não se apresentar ao São Paulo e seguiu treinando no Internacional. Os dois clubes até tentaram entrar em um acordo financeiro, mas as cifras oferecidas pelos colorados não agradam e fizeram os dirigentes tricolores darem um ultimato ao jogador, exigindo a volta em até 90 dias.

O jogador já deixou claro que não quer voltar ao São Paulo, mas o clube paulista insiste em uma conversa particular com o meia. A liminar desta quarta-feira libera a participação de Oscar por qualquer clube enquanto o caso não for definitivamente julgado pelo Tribunal do Trabalho. A data desta decisão final já foi prometida para o mês de maio.

Com beliscão de Mourinho no histórico, Tito sai da sombra de Guardiola e assume o Barça

Francesc Vilanova i Bayó é o novo técnico do Barcelona. Mais conhecido como Tito, o treinador tem apenas 42 anos de idade e, após cinco temporadas, vai sair da sombra de Guardiola com a missão de mostrar tudo que aprendeu com o ‘mestre’. 

O curioso é que Tito Vilanova chega ao cargo de técnico do Barcelona já com um problema com o rival José Mourinho em seu currículo. Os dois se desentenderam depois da disputa da Supercopa da Espanha. No meio de uma confusão entre jogadores, o português se aproximou e deu um beliscão no rosto do então auxiliar de Guardiola. Tito respondeu com um empurrão.


Vilanova ainda ganhou espaço nas notícias quando enfrentou um tumor na glândula parótida. O auxiliar teve de passar por uma cirurgia e ficou cerca de um mês afastado do seu trabalho. Na época, até Mourinho fez votos públicos de melhores e amenizou um pouco o clima ruim entre os dois.


Quem é Tito – Nascido em Bellcaire d'Empordà, na própria Catalunha, Tito Vilanova entrou para as categorias de base do Barcelona em 1984 como meio-campista e, curiosamente, já passou a ser companheiro do então garoto Pep Guardiola – que se tornaria o capitão da equipe no começo dos anos 1990.

O futuro de Tito como jogador, porém, não foi tão brilhante como o de Guardiola. Sem espaço na equipe principal, Vilanova ficou dois anos no Barcelona B e então decidiu tentar a sorte no Figueres, também da Catalunha. Depois, acabou indo para o Celta de Vigo, onde fez sua estreia na Liga em 1992. Tito ainda passou por Badajoz, Mallorca, Lleida e Elche, antes de encerrar a carreira no Gramenet, em 2002.

A carreira fora das quatro linhas começou como diretor de futebol no Terassa, na terceira divisão do Espanhol. Em 2007, porém, resolveu aceitar um convite do amigo Guardiola. Pep havia acabado de assumir o Barcelona B, então na quarta divisão nacional, e convidou Tito para ser o seu assistente.



Depois de uma temporada quase perfeita, que terminou com o acesso à terceira divisão, a dupla foi convidada para assumir a equipe principal do Barcelona, nos lugares dos holandeses Frank Rikjaard e Johan Nesskens. A partir daí, a história já é mais conhecida e ainda mais vitoriosa. Foram 13 títulos em quatro anos, com direito à montagem de um dos melhores times da história.

Confiança – Tito Vilanova será a solução caseira para Pep Guardiola, que disse ter perdido a energia necessário e decidiu deixar o Barcelona. E o novo técnico chega com vários votos positivos e elogios. Tito já foi visado da pressão que encontrará no banco catalão, mas também recebeu a garantia de apoio da diretoria. 

“O primeiro que fazemos é olhar para casa. Não vamos ao mercado para fazer contratações, vemos que temos Cuenca, Tello... Com o treinador é o mesmo. Quem temos na casa? Tito. Se ele terá pressão? Claro! Aqui é o Barcelona e sempre há pressão. Mas vamos buscar uma cumplicidade entre todos para nos ajudarmos. O apoio vai ser certamente igual ao que Guardiola teve”, garantiu Zubizarreta, diretor de futebol do clube.

Guardiola também fez questão de elogiar o amigo. “Quando ele me pediu minha opinião, disse que dependia dele, se ele sentia capaz e forte para assumir o cargo. Disse que não duvidava que ele poderia assumir e disse que era uma oportunidade única na vida. Não tenho nenhuma dúvida de Tito”, afirmou.

Messi diz que emoção e imprensa o fizeram não assistir ao adeus de Guardiola

O atacante Lionel Messi foi a principal ausência na entrevista coletiva do técnico Pep Guardiola, que anunciou nesta sexta-feira sua saída do Barcelona ao término da temporada. O jogador agradeceu o treinador pelo período em que trabalharam juntos, explicou que estava muito emocionado e que por isso preferiu não comparecer ao evento.

"Quero agradecer de todo coração ao Pep, pelo muito que deu à minha carreira profissional e pessoal. Devido a esta emotividade que sinto, preferi não estar presente na coletiva de imprensa, ficar longe da imprensa, sobretudo porque sei que eles buscariam os rostos de tristeza dos jogadores e isto é algo que eu decidi não demonstrar", escreveu Messi em sua página no Facebook.


O argentino decidiu se explicar depois que diversos veículos de imprensa questionaram sua ausência, especulando sobre um possível desentendimento do jogador com Guardiola. Na coletiva de despedida do treinador, atletas como Puyol, Xavi, Iniesta, Fabregas e Piqué estiveram presentes.

Depois de quatro anos no comando do Barcelona, Guardiola decidiu não renovar seu contrato ao fim desta temporada. Ao lado de Messi, ele conquistou 13 títulos pelo clube, sendo duas vezes campeão da Liga dos Campeões da Europa e do Mundial de Clubes, em 2009 e 2011.



Pep Guardiola anuncia adeus ao Barcelona após quatro anos e 13 títulos

 homem que comandou o time que para muitos se tornou a principal referência de bom futebol praticado nos tempos atuais preferiu encerrar a relação com a equipe que montou. Nesta sexta-feira, Pep Guardiola confirmou que deixa o Barcelona ao término da temporada, onde ainda tenta ganhar a Copa do Rei para fechar os quatro anos de clube de forma vitoriosa.

Amparado por Busquets, Piqué, Pedro, Fábregas, Xavi, Valdés, Iniesta e Puyol, que estavam na primeira fila da sala de imprensa, Guardiola deixou o presidente Sandro Rosell fazer o comunicado oficial: “Anuncio que Josep Guardiola não seguirá como técnico do Barça na próxima temporada.”


Ao lado de Rosell - que anunciou também que o auxiliar Tito Vilanova será o novo técnico a partir da próxima temporada - e do diretor-esportivo Andoni Zubizarreta, Guardiola, que ficará até o dia 30 de junho deste ano no Barça, afirmou que a energia não era mais a mesma.

"Sinceramente, acredito que a pessoa que assumirá terá a capacidade para ir bem. Não que eu não tenha, mas as exigências foram altas, tem que ter energia para contagiar os jogadores. Tenho que recuperar isso. Saio para me recuperar. Tenho que recuperar a paixão do primeiro ano. O culpado? O tempo", afirmou o treinador durante a entrevista coletiva.

Guardiola chegou para a temporada 2008-09, e logo começou a mudar a cara do time deixado por Frank Rijkaard. Preferiu não contar com nomes como Ronaldinho, Deco e Eto'o, trouxe Daniel Alves e Piqué e promoveu os garotos Busquets e Pedro. De cara, levou a Copa do Rei, o Campeonato Espanhol e a Copa dos Campeões da Europa.


O ano de 2009, aliás, marcou o recorde de seis troféus conquistados: Liga Espanhola, Copa do Rei, Champions, Supercopa da Espanha, Supercopa Européia e Mundial de Clubes, o que levou Guardiola a se tornar o primeiro técnico da história a conquistar tal feito.

Depois, o título da Espanha na Copa do Mundo consolidou o Barcelona como o principal time do mundo. Puyol, Piqué, Busquets, Iniesta, Xavi e Pedro se mostraram fundamentais para colocar o estilo do Barça na seleção. Villa e Fábregas seriam contratados depois, e o futebol da Fúria, que finalmente levou uma Copa, se confundia com o da equipe comandada por Pep.

Depois do esquema de Rijkaard consolidar um 4-3-3 com um brilhante Ronaldinho, Guardiola conseguiu colocar em prática o 'tiki-taka', modelo que foca a posse de bola e a marcação sob pressão, muitas vezes atuando sem zagueiros ou com laterais que mais parecem pontas, para não falar de volantes sem o perfil de cabeça-de-área. O sucesso tático, somado à grande fase da geração espanhola e do três vezes melhor do mundo Lionel Messi, fizeram o clube ser o mais temido pelos adversários.



Na atual temporada, porém, os dois principais títulos ficaram distantes. A Champions League já foi, com a derrota para o Chelsea nas semifinais, e o Campeonato Espanhol está praticamente perdido para o Real que abriu sete pontos de vantagem a quatro rodadas do fim. Não que a temporada tenha passado em branco - o Barça garantiu as duas Supercopas, o Mundial de Clubes e ainda tem a final da tradicional Copa do Rei. Mas, para os padrões da era Guardiola, o próprio treinador deve ter acusado o desgaste ao decidir pela saída.

Guardiola no Barcelona - Quatro temporadas: 2008-09, 09-10, 10-11, 11-12:
- 3 vezes campeão espanhol: 2008-09, 09-10, 10-11
- 3 vezes campeão da Supercopa da Espanha: 2009, 10, 11
- 2 vezes campeão da Champions League: 2008-09, 10-11
- 2 vezes campeão da Supercopa Européia: 2009, 11
- 2 vezes campeão do Mundial de Clubes da Fifa: 2009, 11
- 1 vez campeão da Copa do Rei: 2008-09

*Pode ainda levar mais uma Copa do Rei, já que a final está marcada para 25 de maio, contra o Athletic Bilbao, em Madri.

'Sport' de sexta crava saída de Guardiola; 'Mundo Deportivo' faz capa dividida entre saída e 'fico'

A expectativa da sexta-feira é do anúncio oficial sobre o futuro do técnico Pep Guardiola no Barcelona. E se a véspera foi de especulações, a capa do jornal Sport de sexta já crava a saída do treinador: "Pep se vai".

Já o Mundo Deportivo preferiu não tomar posição e fez uma página dupla: de um lado, o diário anuncia a saída de Guardiola. De outro, já garante a reportagem para a possibilidade da permanência do técnico espanhol.

Justiça libera Oscar para o Internacional, e meia pode até atuar no domingo

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) concedeu uma liminar nesta quinta-feira à noite liberando o meia Oscar para trabalhar no lugar que desejar. Com isso, o jogador está livre para voltar a atuar pelo Internacional após a briga na Justiça que também envolvia o São Paulo, seu ex-clube.

O ministro do TST, Guilherme Caputo Bastos, foi quem concedeu o habeas corpus favorável a Oscar. Desta forma, o meia pode até ficar à disposição do técnico Dorival Júnior para entrar em campo no duelo com o Grêmio, neste domingo, pela final da Taça Farroupilha, o segundo turno do Campeonato Gaúcho.


Isso depende de a CBF registra-lo como atleta do clube gaúicho ainda nesta sexta-feira. Por determinação da Justiça, ele estava registrado como jogador do São Paulo. Oscar também deve atuar na partida de volta contra o Fluminense, pelas oitavas de final da Libertadores.

A medida ainda não foi confirmada por nenhuma das duas equipes. Os departamentos jurídicos de Internacional e São Paulo aguardam uma confirmação do Tribunal para divulgar um posicionamento oficial nas próximas horas.

Confira o comunicado divulgado no site oficial do TST na íntegra:
O ministro do Tribunal Superior do Trabalho Guilherme Caputo Bastos acaba de conceder habeas corpus em favor do jogador de futebol Oscar dos Santos Emboaba Júnior, o Oscar. Com a decisão, o atleta poderá trabalhar em qualquer lugar que pretenda. Como é integrante da SDI-2, órgão que detém a competência para julgar o HC, foi sorteado como relator do caso.

"(...) A obrigatoriedade da prestação de serviços a determinado empregador nos remete aos tempos de escravidão e servidão, épocas incompatíveis com a existência do Direito do Trabalho, nas quais não havia a subordinação jurídica daquele que trabalhava, mas sim a sua sujeição pessoal. Ora, a liberdade, em suas várias dimensões, é elemento indispensável ao Direito do Trabalho, bem como a ‘a existência do trabalho livre (isto é, juridicamente livre) é pressuposto histórico-material do surgimento do trabalho subordinado (e via de consequência, da relação empregatícia)' ", apontou o ministro Caputo Bastos, citando o colega de TST, ministro Maurício Godinho.

Oscar, atualmente treina no Sport Club Internacional, de Porto Alegre (RS), clube com o qual tem contrato. Mas, por determinação da Justiça do Trabalho no estado de São Paulo, ele foi inscrito na Confederação Brasileira de Futebol como jogador do São Paulo Futebol Clube.

O Ministro Caputo Bastos ainda alertou que, qualquer que seja a decisão na ação entre Oscar e o São Paulo, ela "jamais poderá impor ao trabalhador o dever de empregar sua mão de obra a empregador ou em local que não deseje, sob pena de grave ofensa aos princípios da liberdade e da dignidade da pessoa humana e da autonomia da vontade, em torno dos quais é construído todo o ordenamento jurídico pátrio".

Oscar já havia ajuizado ação cautelar no TST para que fosse liberado para julgar pelo Internacional. No entanto, o relator do pedido, ministro Renato de Lacerda Paiva, ficou impossibilitado de julgar em razão de um recurso pendente no Tribunal Regional do Trabalho da Segunda Região (TRT-SP).

Na avaliação do relator do pedido de Oscar, a determinação que restabeleceu o vínculo de emprego entre o atleta e o São Paulo, proferida em uma reclamação trabalhista ajuizada pelo jogador, "além de afrontar os princípios basilares do nosso Direito, mostra-se totalmente incongruente, na medida em que agrava a situação jurídica daquele que submeteu sua demanda ao Poder Judiciário e excede os limites da lide, impondo comando judicial incompatível com a pretensão inicial. Note-se, nesse sentido, que, de acordo com a sentença prolatada na reclamação trabalhista retromencionada, não houve reconvenção por parte do empregador SÃO PAULO FUTEBOL CLUBE a justificar, em tese, esse tipo de determinação."

O ministro relator do habeas corpus ainda alertou que a decisão judicial "que determina o restabelecimento obrigatório do vínculo desportivo com o SÃO PAULO FUTEBOL CLUBE, em contrariedade à vontade do trabalhador, cerceia o seu direito fundamental de exercício da profissão." Assim, Caputo Bastos concedeu liminar em habeas corpus para autorizar Oscar a exercer livremente a sua profissão, participando de jogos e treinamentos em qualquer localidade e para qualquer empregador, "conforme sua livre escolha."

quarta-feira, 25 de abril de 2012

São Paulo ignora carta enviada por Oscar e insiste em conversa a sós com o meia

Oscar já falou ao vivo na televisão, por meio de seus advogados e também em nota oficiais, mas o São Paulo insiste em só considerar a intenção do jogador em não voltar ao clube se ouvi-lo pessoalmente e a sós. Por isso, a carta a Juvenal Juvêncio na qual o meia rejeita até os salários do clube tricolor não tem valor para a diretoria da equipe do Morumbi.

“Não vamos responder qualquer manifestação que não seja vinda diretamente do Oscar. Não ficaremos comentando documentos e declarações do advogado que o jogador só assina. Queremos um diálogo franco e aberto com ele”, limitou-se a dizer o diretor de futebol do São Paulo, Adalberto Baptista.

Na carta endereçada ao presidente do São Paulo, mais recente manifestação do atleta que reitera seu desejo de continuar no Inter, Oscar fala até em má fé na estratégia do seu clube formador ao pagar o mesmo salário que ele recebe no Beira-Rio para aumentar o valor de sua multa rescisória. O documento ainda relata que é ilegal dar aumento sem o consentimento do trabalhador e promete manter a luta por liberação na Justiça.

O São Paulo insiste que só vai abrir mão do atleta que formou depois de uma reunião pessoal com Oscar. Adalberto Baptista, designado por Juvenal Juvêncio para cuidar do caso, já classificou a dificuldade em marcar o encontro com o atleta como uma “blindagem” de seus representantes, entre eles o advogado André Ribeiro.

Publicamente, o São Paulo mantém a mesma posição desde o momento em que seu vínculo com o meio-campista foi restabelecido, em março. Os dirigentes insistem que desejam vê-lo atuando no time comandado por Emerson Leão, colocando-o como inegociável.

A única tentativa de acordo com o Inter, ocorrida a pedido da Justiça do Trabalho, foi no início deste mês. Mas o valor oferecido pela equipe gaúcha, de aproximadamente R$ 10 milhões, foi recusado até sob alegação de que sondagens de 15 milhões de euros já chegaram pelo atleta. E o São Paulo ainda reforçou ao Internacional: quer ver Oscar em campo com a camisa tricolor.

Temporada do Barça agora se resume em Copa do Rei e decisão sobre futuro de Guardiola

Em apenas uma semana, o badalado Barcelona viu o seu incontestável bom futebol ser superado duas vezes e saiu da luta dos dois principais títulos que disputava. Fora da Champions League e com remotas chances no Campeonato Espanhol, a temporada do time catalão agora se resume na disputa da final da Copa do Rei e na decisão sobre o futuro do técnico Pep Guardiola.

O golpe mais duro no Barça aconteceu nesta terça-feira, quando o Chelsea arrancou um empate por 2 a 2, no Camp Nou, avançou para a final e eliminou o atual campeão da Champions. Mas a queda da equipe azul-grená tinha começado na quarta-feira da semana passada, com a derrota por 1 a 0 em Londres.


Para piorar, no sábado o Barcelona também perdeu para o Real Madrid, por 2 a 1, dentro do Camp Nou, deixando o rival bem próximo do título espanhol. Faltando quatro rodadas para o fim da Liga, o líder Real tem sete pontos de vantagem.

Para tentar ganhar ânimo ainda antes do término da temporada, o Barça terá pela frente a final da Copa do Rei, diante do Athletic Bilbao, que será disputada no dia 25 de maio, no estádio Vicente Calderón, em Madri. Título que o clube da Catalunha não conquista desde 2009 e perdeu a última decisão para o Real.

Mas este último mês antes do final da temporada será decisivo também fora dos gramados. O técnico Guardiola, que já chegou a colocar em dúvida a sua permanência antes mesmo da derrota desta terça, está com o futuro indefinido. Após o jogo contra o Chelsea no Camp Nou, o treinador deixou claro que terá uma conversa com os dirigentes para definir o seu futuro.

"Nos próximos dias decidiremos se sigo ou não. Falarei com o presidente e decidiremos o melhor para o clube. Amanhã e nos próximos dias falaremos com Tito (Vilanova, assistente de Guardiola) e com o presidente e decidiremos. Falaremos de tudo, da situação e então já tomaremos a decisão", afirmou Guardiola.


O presidente Sandro Rosell já manifestou o seu desejo em continuar contando com Guardiola no comando do time, ressaltando que ele tem importância fundamental no estilo do futebol da equipe e nos títulos conquistados nos últimos anos.

"Espero e desejo que (o treinador do ano que vem) seja Pep. Suponho que tenha mais tempo para refletir nas próximas semanas. Confiamos nele, é fundamental em nosso estilo e em nossa aposta pelo jogo bonito. Esperamos que todo o grupo siga unido", disse o presidente do Barça.

Desde que assumiu o comando do Barcelona, na metade de 2008, Guardiola tinha conquistado 13 das 16 taças que disputou até então. Nesta temporada, apesar das quedas na Champions e no Espanhol, o time catalão já foi campeão do Mundial de Clubes, além da Supercopa da Europa e da Supercopa da Espanha.




Repórter 'surpreende' Ivanovic ao avisá-lo que não poderá jogar a final

A classificação histórica para a decisão da Champions League após empate com o Barcelona por 2 a 2 no Camp Nou deixou o Chelsea com muitos problemas: John Terry foi expulso, e Ramires, Raúl Meirelles e Ivanovic levaram o terceiro amarelo, desfalcando o time no grande jogo.

O zagueiro sérvio, por sinal, não sabia que estava suspenso para a final em Munique. Um repórter da 'Sky Sports' lembrou Ivanovic do cartão recebido ainda no primeiro tempo e que este era o terceiro, deixando o defensor de fora da decisão. "Sim", disse o sérvio quando questionado se sabia que não jogaria a final, mas logo depois, com a cara espantada, respondeu: "Não".

O jornalista Geoff Shreeves insistiu e afirmou que "infelizmente" ele estaria fora do jogo em Munique. "Infelizmente", falou Ivanovic, com um sorriso amarelo no rosto. Clique aqui e veja a situação.

O adversário do Chelsea na decisão sairá do confronto desta quarta-feira entre Real Madrid e Bayern de Munique, na Espanha. O time alemão leva vantagem por vencer a ida por 2 a 1.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Oscar envia carta a Juvenal Juvêncio e rejeita salários do São Paulo

A intenção do São Paulo em reintegrar o meia Oscar ao elenco está cada vez mais difícil de ser concretizada. Nesta terça-feira, os advogados que representam o atleta enviaram uma carta à diretoria do clube do Morumbi para confirmar o seu desejo em permanecer no Internacional.

O documento foi endereçado ao presidente Juvenal Juvêncio. No texto, Oscar deixa claro que não quer manter qualquer tipo de vínculo com o São Paulo. Ainda por cima, rejeita o salário pago pelo clube paulista desde que seu vínculo foi recuperado.

O jogador deixou o futebol paulista no início de 2011 através de uma liminar na Justiça do Trabalho, alegando irregularidades no contrato e no pagamento do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço).

Oscar envia carta a Juvenal Juvêncio e rejeita salários do São Paulo
Oscar envia carta a Juvenal Juvêncio e rejeita salários do São Paulo
Em função da inatividade nas partidas oficiais, Oscar corre o risco de amargar um grande prejuízo. Mano Menezes, técnico da seleção brasileira, avisa que quer o jogador em atividade para a disputa dos Jogos Olímpicos. A reportagem tentou um contato com a diretoria do São Paulo, porém o diretor de futebol Adalberto Baptista e o vice de futebol João Paulo de Jesus Lopes não responderam às ligações.

Acompanhe abaixo o conteúdo da carta;

Prezados Senhores, 

1 – Diante da nota oficial divulgada no último dia 18.04.2012 pelo SÃO PAULO FUTEBOL CLUBE (“São Paulo”), o atleta OSCAR EMBOABA JUNIOR (“Atleta”) reafirma, como já o fez inúmeras vezes e inclusive em público, a sua vontade de permanecer no SPORT CLUB INTERNACIONAL (“Internacional”), não tendo qualquer desejo de restituir ou manter seu vínculo com o São Paulo. 

2 – A comunicação do São Paulo de que unilateralmente e por liberalidade passaria a depositar ao Atleta o valor do salário que este percebe no Internacional já é de imediato negada e recusada pelo Atleta, que, repita-se, não deseja manutenção de qualquer vínculo com o São Paulo, tendo inclusive manifestado nos autos do processo em que litiga com o clube, a sua vontade de permanecer no Internacional, ainda que sujeito ao pagamento de cláusula penal contratual, dentro dos limites e calculada pelos parâmetros legalmente previstos. 

3 – O ato unilateral por parte do São Paulo de majorar o salário do Atleta sem consentimento deste é inclusive ilícito, tendo em vista que o artigo 468 da Consolidação das Leis do Trabalho veda expressamente a alteração contratual que não ocorra por mútuo consentimento das partes, ainda que benéfica ao trabalhador, quanto mais aquelas que possuem claro objetivo de impor grave prejuízo ao trabalhador, como é o caso. 

4 – De fato, a despeito de sugerir que passará a depositar na conta do atleta o mesmo salário que atualmente recebe de seu atual empregador, o Internacional, como forma de livrá-lo de “pressões” e para que não tenha “prejuízo patrimonial”, a real intenção do São Paulo Futebol Clube, de forma totalmente abusiva, reprovável e reveladora da mais absoluta má-fé com que age o clube, é forçar uma improvável interpretação jurídica quanto ao aumento da cláusula penal, que seria contabilizada tendo por base os valores percebidos pelo Atleta, o que geraria, unicamente, prejuízo ao trabalhador que deseja unicamente se desligar do São Paulo. Tal comportamento do São Paulo revela, mais uma vez, o abuso praticado pelo clube e o desrespeito ao atleta de futebol, ao trabalhador e ao ser humano Oscar.

Com golaço de Ramires, Terry expulso e pênalti perdido por Messi, Chelsea empata com o Barça e vai à final

Um gol salvador do brasileiro Ramires e outro de Fernando Torres nos acréscimos levaram o Chelsea, que tinha um jogador a menos desde os 37 minutos do primeiro tempo, à final da Champions League 2011/2012, quebrando o domínio do badalado Barcelona na principal competição da Europa. Terry foi expulso, Messi perdeu um pênalti após o intervalo, e o time inglês empatou com a equipe espanhola, por 2 a 2, nesta terça-feira, no estádio Camp Nou, garantindo vaga na decisão pela segunda vez em sua história.

O zagueiro John Terry foi expulso após agredir Alexis Sánchez, o Barça abriu vantagem com gols de Busquets e Iniesta, mas Ramires marcou um golaço por cobertura ainda no final da primeira etapa e calou a torcida catalã, já que o resultado dava a classificação aos visitantes.


Após o intervalo, Messi ainda perdeu um pênalti, acertando o travessão, e Torres, nos acréscimos, ainda fez mais um e garantiu a vaga do Chelsea. No jogo de ida, em Londres, os Blues ganharam por 1 a 0, com gol de Drogba.


A decisão será no dia 19 de maio, em Munique, na Alemanha, contra o vencedor de Real Madrid e Bayern de Munique, que se enfrentam nesta quarta-feira.

Esta será a segunda final de Champions da história do Chelsea. Na primeira, em 2008 em Moscou, o time londrino foi derrotado nos pênaltis pelo Manchester United.

O jogo  - 
O técnico Pep Guardiola fez quatro mudanças em relação ao time que perdeu para o Real Madrid, por 2 a 1, no último sábado, pelo Espanhol. Entram Piqué, Fábregas, Alix Sánchez e Cuenca nos lugares de Daniel Alves, Adriano, Thiago Alcântara e Tello. Já o treinador Roberto di Matteo mandou o Chelsea a campo com os mesmos 11 titulares do jogo de ida em Stamford Bridge.

O Barcelona começou o jogo já com o seu habitual domínio de bola, ficando em média com mais de 70% de posse do que o adversário. A primeira grande chance saiu aos 10 minutos, mas o goleiro Peter Cech fez grande defesa em chute de Messi, após tabela e passe de calcanhar de Fábregas.

Pouco antes disso, aos 6 minutos, o Chelsea sofreu a sua primeira baixa na defesa. O zagueiro Cahill sentiu um problema muscular e teve que ser substituído pelo lateral direito Bosingwa. Assim, Ivanovic foi deslocado para zaga.

Aos 26, foi a vez dos donos da casa serem obrigados a fazer uma alteração no sistema defensivo. Piqué, que minutos antes tinha desmaiado em campo após bater a cabeça em um choque com Valdés, não teve condições de seguir em campo e foi trocado por Daniel Alves.

O Barça seguiu controlando o duelo e teve algumas chances em finalizações de Messi e Fábregas, enquanto o Chelsea tentava responder nos raros contra-ataques que conseguia enxcaixar. Em um deles, Drogba chutou para fora.

Aos 34 minutos, a pressão da equipe espanhola surtiu efeito, Cuenca cruzou rasteiro da esquerda para a área, e o volante Busquets completou para as redes, abrindo o placar.

No entanto, três minutos depois, aos 37, um lance causou polêmica. O zagueiro John Terry recebeu cartão vermelho após o árbitro turco Cuneyt Çakir interpretar uma agressão dele, uma joelhada nas costas, no atacante Alexis Sánchez. Com um homem a menos em campo, a situação do time inglês ficou ainda pior.

Messi deu assistência para Iniesta, que fez o segundo gol do Barça, aos 43 minutos, dando a vantagem que a equipe catalã precisava para a classificação. Porém, aos 46, Lampard lançou o brasileiro Ramires, que mostrou categoria e tocou por cima e encobriu o goleiro Valdés: golaço que diminuiu a desvantagem, e resultado que já dava a vaga ao Chelsea.

Após o intervalo, o Barcelona manteve a pressão e foi em busca do gol que precisava para avançar à final. O Chelsea, com um a menos em campo, se fechou na defesa e tentou gastar o tempo nos contragolpes.

Logo aos 4 minutos, o time da casa teve a grande chance de balançar as redes pela terceira vez. A arbitragem marcou pênalti de Drogba em Fábregas, Messi foi para a cobrança, mas acertou o travessão e desperdiçou a oportunidade.

O Barça continuou no campo de ataque, Daniel Alves teve um gol anulado por impedimento de forma correta, Messi ainda acertou um chute na trave, e o goleiro Peter Cech precisou trabalhar algumas vezes. No entanto, o Chelsea demonstrou valentia e força defensiva. 

No desespero pelo gol, Guardiola sacou Faábregas e Cuenca para as entradas de Keita e Tello, enquanto Di Matteo respondeu com as trocas de Mata e Drogba por Kalou e Fernando Torres.

Então, aos 46 minutos, Fernando Torres aproveitou o contra-ataque, driblou Valdés, balançou as redes e selou a sofrida classificação dos Blues, calando o Camp Nou e confirmando a festa inglesa