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quinta-feira, 22 de setembro de 2011

No início, quarteto mostra a Real e Barça que Espanhol não é 'Liga de 2'

É cedo ainda, mas pelo menos por enquanto o esperado domínio dos gigantes Barcelona e Real Madrid não se dá no Campeonato Espanhol. Após quatro rodadas disputadas - a primeira foi adiada por conta de greve -, o time de Lionel Messi é apenas o quarto colocado na tabela, enquanto que o de Cristiano Ronaldo aparece na sétima posição. A surpresa é tanta que faz até os meios de comunicação do país saudarem o fato de uma disputa, ao menos inicialmente, mais equilibrada.

Na quarta, ao final do empate por 2 a 2 entre Barcelona e Valencia, no Mestalla, o site do jornal "Marca" estampou como manchete "Nossa Liga está muito viva". Era a celebração, ainda que momentânea, reconheça-se, contrária a um duopólio de poder no futebol do país, que ganhou o termo "Liga de 2", em referência a catalães e madrilenhos, que, juntos, abocanharam os últimos sete títulos nacionais - cinco do Barça e dois do Real.    



E tudo isso graças ao quarteto formado por Valencia, Real Sociedad, Levante e Racing Santander. O primeiro, último a conquistar a La Liga antes da nova hegemonia Real/Barça, lidera a temporada 2011/2012 com 10 pontos em 12 possíveis e foi o responsável por fazer um jogo duro com o atual campeão europeu e dono do melhor futebol do mundo na atualidade. A ESPN reprisa o confronto às 22h desta quinta.

Antes disso, porém, coube a Real Sociedad dar o pontapé inicial no 'combate' aos gigantes ao buscar o empate - perdia por 2 a 0 -, também por 2 a 2, na terceira rodada. Na quarta, o Levante escancarou de vez ao vencer o galactico Real Madrid por 1 a 0. Os merengues também não passaram pelo Racing Santander - igualdade por 0 a 0.

Real Madrid, de Ronaldo, é 7º, Valencia, de Soldado, o líder, e Barça, de Messi, o 4º
Real Madrid, de Ronaldo, é 7º, Valencia, de Soldado, o líder, e Barça, de Messi, o 4º
A expectativa de mais um domínio da dupla era tão esperada que o técnico José Mourinho, bem ao seu estilo nada modesto, exigiu de seus comandados simplesmente a perfeição na arrancada do Espanhol. Reportagem do "Marca" do 31 e agosto revelou que o português pediu que o time ganhasse 30 dos 30 primeiros pontos. Levou apenas sete dos 12 pelos quais brigou até aqui.

Bem mais comedido, o comandante do Barcelona, Pep Guardiola, até reconheceu que os ganhos da dupla de gigantes é muito maior após estrear goleando o Villarreal, de Nilmar, por 5 a 0. Mas tratou de fazer sua ressalva. "... Só sei que que se não jogas assim não ganha do Villarreal desta maneira. É verdade que o Real Madrid e o Barcelona têm um orçamento maior, não é nenhum segredo", disse, referindo-se à necessidade de sempre se provar a superioridade teórica dentro de campo. 

Vale lembrar que o abismo financeiro existente entre Barcelona e Real Madrid em relação aos outros é absurdo. Não bastasse uma divisão totalmente desproporcional das cotas de TV, nove dos 20 clubes iniciaram o Espanhol sem patrocínios, inclusive o líder Valencia - na quarta, estampou seu twitter oficial na parte mais nobre da camisa. Enquanto merengues e catalães arrecadam, cada um, 30 milhões de euros (R$ 69,9 milhões) por ano, os outros nove que possuem parceiros, juntos, não chegam a 10 milhões de euros (R$ 23,3 milhões).

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