Nesta quarta-feira, o Corinthians vive a expectativa de conquistar a primeira Copa Libertadores de sua história. Sabendo do grande sonho de seu torcedor, o presidente do clube alvinegro, Mario Gobbi, no entanto, tentou minimizar o peso do título inédito. Mas não conseguiu. Em tom de desabafo, o dirigente foi enfático ao falar sobre o desejo do time paulista em sair do Pacaembu como campeão.
“Ninguém quer esse título mais do que nós, mas temos que ter o lado da razão. Sabemos que estamos no caminho certo. Em quatro anos, são três disputando a Libertadores. É isso. O Boca Juniors é um gigante, mas vamos jogar com humildade e por em campo o que sabemos. Se não ganhar hoje, vamos ganhar em uma próxima”, disse o mandatário corintiano, em entrevista coletiva.
Com o discurso político, horas antes do duelo decisivo contra o Boca Juniors, Gobbi tentou explicar que esse é apenas seu papel como presidente. “Eu não posso criar essa expectativa, lido com uma massa de 33 milhões e cada um tem uma cabeça. Tenho que conduzir o processo de uma maneira que não cause uma ansiedade. Minha função é abaixar a adrenalina, baixar o peso e colocar o lado que ninguém coloca”.
Do lado argentino, pesa a experiência de já ter conquistado a América em outras seis oportunidades, podendo nesta noite, se igualar ao Independiente, como o clube com mais títulos da Libertadores. Apesar dos números, o vice-presidente do Boca Juniors, Oscar Moscariello afirma que o Boca chega para encarar o Corinthians com muito mais do que a história na bagagem.
“Seria fácil para mim dizer que temos a história. A verdade é que temos profissionalismo, paixão e trabalho diário. Muito trabalho. Temos uma equipe que faz de seu trabalho uma responsabilidade. Cada jogador do Boca Juniors sabe que tem que ser protagonista e esse é o único jeito de vestir a nossa camisa. Respeitá-la”, sentenciou o dirigente argentino.
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