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domingo, 1 de maio de 2011

Verdão/Tricolor/Vasco - game over; Timão/Peixe - play. Fla campeão

Depois de muito tempo perdendo espaço para as emoções do xadrez e do críquete, finalmente os estaduais recuperaram um pouco de prestígio no fim de semana, aceleraram mais o tic-tac do coração da arquibancada, com sensacionais disputas em... pênaltis.

Ao final do check-up, principalmente no Pacaembu, Beira-Rio e Engenhão, o diagnóstico: Tricolor/Palmeiras/Vasco – game over; Corinthians/Santos/Gre-Nal – play; Flamengo – baixar o pôster de campeão. Ao download das chuteiras:

1) Houvesse justiça dos deuses da bola, o Palmeiras ainda estaria vivo no Paulistinha e Tite começaria a procurar emprego;

2) Mesmo com 11 e um empurrãozinho do apito amigo (além de Danilo, Liedson também deveria receber o vermelho), o Corinthians decepcionou - viveu mais acuado que frango em casa de pobre antes da ceia de Natal; 

3) Isto é incrível: São Paulo e Palmeiras realizaram pré-temporada de 20 jogos e caíram fora do banquete de mortadela após uma partida; 

4) Não há dúvidas: ‘Muriçoca’ Ramalho é um problemão para o São Paulo – dois empates e duas vitórias desde que levou um bico dos engomadinhos do Tricolor; 

5) São Paulo jogou como nunca e perdeu como sempre: pela quinta vez consecutiva, eliminado nas semifinais do Paulistinha;

6) Falcão é mesmo um rei: multiplicou um Gre-Nal por três no Gauchinho e, de quebra, colocou o amigo de fé e irmão camarada Renato Gaúcho na guilhotina;

7) Surpresa no Mineirinho: Raposa e Galo decidirão o título;

8) Vitória, uma derrota com sabor de goleada no Baianinho – ão, ão, ão, que venha o Tremendão (Bahia de Feira); 

9) Flamengo e Vasco comemoraram em grande estilo o Dia do Trabalho: sombra, água fresca e tico-tico sem fubá no Engenhão; 

10) Ricardo Gomes, mais um reforço para a vitoriosa lista de técnicos vice-campeões pelo Vasco - nas últimas seis decisões, o urubu levou a melhor; 

11) Bonde sem freio transformou trem-bala em maria fumaça e chegou à 32ª estação sem quebrar pelo meio do caminho – pela quinta vez o Flamengo ganhou um título invicto no Carioquinha.
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Pomba gaúcha. A sempre invejável paz entre colorados e tricolores ganhou mais uma pombinha branca. Disposta a vender o esporte como atração, a Secretaria Municipal de Turismo colocou na rua uma pesquisa para saber que clube o turista gostaria de visitar, além de conhecer Porto Alegre. Jovens, mulheres e pessoas de renda mais baixa (até R$ 511) indicaram o Olímpico; o Beira-Rio foi escolhido, na maioria, por homens com bolso mais folgado (até R$ 5.112). Placar das 303 entrevistas: Grêmio 150 x 153 Internacional.

Sugismundo Freud. A vida é um eterno upgrade.

‘Twitface’. À turminha que adora trocar mensagens: o Corinthians lidera o ranking das mídias sociais, com 856.061 fiéis. Em segundo aparece o Flamengo, com 696.665. Os dados são do portal ‘Football Marketing’. Corintianos e rubro-negros estão bem próximos do líder mundial, o Barcelona, que tem apenas 14.115.358 seguidores, contra 13.933.539 do Real Madrid.

Tiro curto. Rubro-negros, tricolores e vascaínos espalham pelos quatro cantos do Engenhão: o apagão nos últimos jogos foi apenas um aviso de que as contas de luz estão atrasadas.

Pica-Pau. A rotatividade segue firme e forte na presidência da Conmebol. O jovem Nicolás Leoz, de apenas 82 anos, foi reeleito para o sexto mandato. Ele está no trono desde 1986. O paraguaio aproveitou a festa para homenagear o dono do Circo Brasileiro de Futebol, o rei da bola Ricardo Teixeira, com a Ordem de Honra ao Mérito do Futebol Sul-americano. Nada se cria, tudo se perpetua.

Circo.
 Quem nasceu para Indy jamais chegará à Fórmula 1.

Gilete press. Do pequeno grande Tostão, na ‘Folha’: “Juninho [Pernambucano], e qualquer atleta, mesmo rico e agradecido ao clube, precisa ser profissional, cumprir obrigações e exigir direitos, a não ser que volte somente para receber homenagens. Quem não ganha não pode ser cobrado. Isso prejudica sua atuação. As relações têm de ser profissionais.” Na mosca. 

Tititi d’Aline. Boa parte dos torcedores santistas atribui queda de Elano no segundo tempo ao namoro com a global Nivea Stelmann. Fica sem gás.

Você sabia que... a média de público do Borussia Dortmund, novo campeão da Bundesliga, é de 77 mil torcedores por jogo?

Bola de ouro. Rio de Janeiro. Recuperou o trono da Superliga. As meninas do Rio somam agora sete canecos.

Bola de latão. Bernardinho. O vitorioso treinador exagerou nos pitis contra o Osasco. Mesmo com o Rio de Janeiro passando fácil pelo adversário, deu um desnecessário show fora de quadra, com broncas, reclamações e palavrões. 

Bola de lixo. Organizadas. Um morto, cinco baleados e pancadaria geral antes do clássico carioca, em Campo Grande, Niterói e Méier. E o blablablá das autoridades continua. 

Bola sete. “Jogando em time grande, acostumado a decidir, a gente ganha título” (torpedo do rubro-negro Thiago Neves à torcida do Fluminense). 

Dúvida pertinente. O ‘pofexô’ Vanderlei Luxemburgo deu a volta por cima?

O que você achou?




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