Postagens populares

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Ceará vira no fim sobre o São Paulo e joga por um empate para avançar

Rogério Ceni bem que tentou, fez grandes defesas, mas não conseguiu impedir a derrota do São Paulo para o Ceará na estreia da Copa Sul-Americana. Nesta quarta-feira, no estádio Presidente Vargas, o time cearense triunfou de virada pelo placar de 2 a 1.

O duelo de volta entre as duas equipes acontece no dia 24, no Morumbi. O Ceará joga por um empate para se classificar. Já o time paulista precisa de uma vitória simples por 1 a 0, já que fez um gol fora de casa.


Os paulistas não perderam por placar maior por conta do capitão da equipe de Adilson Batista, que terminou o primeiro tempo com três defesas de grande dificuldade e um milagre que iniciou o contra-ataque que terminou em gol de Rivaldo, aos 24 minutos do primeiro tempo. Aos 45 minutos da etapa inicial, a pressão alvinegra virou gol de letra de Rudnei.

Na volta do intervalo, o São Paulo não tinha Rhodolfo, machucado, e a improvisação de Denilson durou menos de dois minutos, já que o volante foi expulso. Com aplicação tática e dedicação de todos para proteger a área de Rogério Ceni, o São Paulo se segurou até os 49 minutos do segundo tempo, quando Marcelo Nicácio aproveitou bate-rebate na pequena área para virar o jogo.

São Paulo e Ceará voltam a campo no fim de semana, pelo Campeonato Brasileiro. O time paulista encara o Atlético-PR, no sábado, no Morumbi, enquanto o Ceará joga domingo, contra o Corinthians, no Pacaembu.

O jogo

Atrapalhado por lesões, seleções brasileiras e até por opções do treinador, o São Paulo foi ao Ceará sem oito dos 25 inscritos na Copa Sul-americana e ainda teve Dagoberto, com dores musculares, somente como peça figurativa em um banco de reservas que tinha um a menos do que os sete permitidos.

Com este cenário, Rogério Ceni ainda havia lembrado o time de que, mesmo na vitória tricolor por 2 a 0 no Presidente Vargas pelo Brasileirão, o Ceará finalizou tanto que o obrigou até a defender o pênalti. Tudo o que se previa aconteceu na estreia das equipes no torneio continental: pressão nordestina.

Os comandados de Adilson Batista sabiam da força do Ceará com as descidas dos laterais Boiadeiro, pela direita, e Egídio, pela esquerda, mas não conseguiu contê-los, principalmente com a opção do técnico Vagner Mancini em forçar as jogadas em Juan, muito mais ofensivo do que o marcador Piris.

Enquanto os são-paulinos corriam atrás de seu adversário na tentativa de conter a correria, demoraram para perceber que a fonte de tanta velocidade era a movimentação e passes precisos de Rudnei, focalizando o rápido Osvaldo como alvo de suas assistências. Foram 45 minutos em que os anfitriões acuaram os visitantes.

O problema nordestino era que Roger, embora claramente motivado diante de sua ex-equipe, era insuficiente para superar um Rogério Ceni em nova atuação inspiradíssima. O goleiro terminou o primeiro tempo com quatro defesas de grande dificuldade. Uma delas foi um milagre, que originou o grande desafogo de seu time.

Ceará virou sobre o São Paulo
Ceará virou sobre o São Paulo nesta quarta-feira
Crédito da imagem: Vipcomm
Aos 24 minutos do primeiro tempo, o capitão do São Paulo conseguiu espalmar um chute forte vindo dos pés de Roger a pouco mais de dois metros. No mesmo lance, o Ceará falhou ao tentar dominar o rebote e deixou Cícero armar contra-ataque, que passou por Juan até Fernandinho cruzar com precisão para Rivaldo escorar com o pé direito na rede.

Se Adilson Batista considera seu goleiro um "camisa 10" debaixo da meta, o seu verdadeiro camisa 10, também homem de confiança, fez o que Roger não conseguiu com tantas chances. Para tentar ajudar, outro atleta entre os preferidos do técnico, Denilson, colou em Rudnei. Mas o volante levou um cartão que custou caro mais tarde por isso.

O posicionamento mais particular do marcador também não foi suficiente para anular a pressão. O Ceará ainda tinha Osvaldo. Como tantas vezes executou na etapa inicial, o rápido atacante foi até a linha de fundo e tocou na pequena área. E Denilson se esqueceu de Rudnei, já que o meia apareceu livre para fazer um golaço de letra.

Para piorar a situação são-paulina, Rhodolfo reclamou de dores no intervalo e teve que ser sacado para a entrada de Jean na lateral direita. Denilson foi improvisado na zaga, mas a tentativa durou pouco mais de dois minutos: o volante derrubou Osvaldo, recebeu o segundo cartão amarelo e deixou sua equipe com um a menos.

A inferioridade numérica, porém, não aumentou a ofensividade cearense. Pelo contrário. Com Piris bem posicionado na zaga para suprir sua altura de 1,74m e um paredão de, pelo menos, cinco marcando adiantado à frente da área e dos quatro da linha de defesa, os paulistas conseguiram até fazer Rogério Ceni trabalhar menos.

Fernandinho e Marlos, mais tarde, foram insuficientes para segurar a bola que chegava no ataque em arrancadas ou passes de Cícero e Rivaldo. Tampouco davam resultados as tentativas de Vagner Mancini em se aproveitar por ter um a mais. Nem os cabeceadores Washington e Marcelo Nicácio pareciam eficientes contra a improvisada defesa tricolor.

Quando o clube alvinegro de Fortaleza conseguiu entrar na área ou assustar em arremates de longe, lá estava Rogério Ceni com a mesma inspiração que o fez evitar mais gols desde o primeiro minuto da partida. Mas a raça, aplicação tática e, principalmente, Rogério Ceni, não foram suficientes para evitar o gol de Marcelo Nicácio em bate-rebate na pequena área, aos 49 minutos do segundo tempo.

FICHA TÉCNICA:
CEARÁ 2 X 1 SÃO PAULO

Local: estádio Presidente Getúlio Vargas, em Fortaleza (CE) 
Data: 10 de agosto de 2011, quarta-feira
Horário: 19h30 (de Brasília) 
Árbitro: Sandro Meira Ricci (Fifa-DF) 
Assistentes: Dibert Pedrosa Moises e Rodrigo Pereira Jóia (ambos Fifa-RJ) 
Cartões amarelos: Juan, Fernandinho e Rogério Ceni (São Paulo) 
Cartão vermelho: Denilson (São Paulo)
Gols: 
CEARÁ: Rudnei, aos 45 minutos do primeiro tempo; Marcelo Nicácio, aos 49 mintuos do segundo tempo
SÃO PAULO: Rivaldo, aos 24 minutos do primeiro tempo

CEARÁ: Diego; Boiadeiro (Washington), Fabrício, Diego Sacoman e Egídio; Heleno, Michel, Rudnei e Felipe Azevedo; Osvaldo e Roger (Marcelo Nicácio)
Técnico: Vagner Mancini

SÃO PAULO: Rogério Ceni; Piris, João Filipe, Rhodolfo (Jean) e Juan; Denilson, Carlinhos Paraíba, Wellington e Rivaldo (Henrique Miranda); Cícero e Fernandinho (Marlos)
Técnico: Adilson Batista

Visite também http://schiavini-tudopelametade.blogspot.com/

Nenhum comentário:

Postar um comentário