A saída de Fernando Torres do Liverpool para o Chelsea foi polêmica. Por 50 milhões de libras (R$ 134 milhões), o time londrino assegurou a contratação do atacante, mas a torcida dos Reds não ficou contente e chegou a queimar camisetas do número 9. Mesmo assim, o espanhol mantém o respeito pelos seus antigos fãs.
No domingo, o Liverpool vai a Stamford Bridge enfrentar o Chelsea em um jogo que, pelas circunstâncias, terá status de superclássico e no qual Torres deve fazer sua estreia pelos Blues. Em sua apresentação oficial nesta sexta-feira, ao ser perguntado se comemoraria caso marcasse um gol, respondeu:
"Primeiro eu tenho que jogar, depois marcar. De qualquer forma, tenho um respeito muito, muito grande pelos torcedores do Liverpool, então acho que não. Eu só tenho coisas boas a dizer sobre o Liverpool, especialmente fãs e diretoria, que me trataram como família".
Apesar de lembrar do ex-time com carinho, Torres garante que não havia como recusar a transferência para o Chelsea. "Eu sou um jogador do Chelsea agora e estou realmente ansioso para jogar pelo meu novo clube. É motivamente enfrentar os grandes jogadores do Liverpool. Quero vencer a Champions League. A ambição desse time é levantar troféus. Assim que eu soube que Chelsea e Liverpool estavam conversando, quis sair, essa é a verdade", confessou.
O espanhol ainda explicou que, embora o Liverpool demonstrasse ambição de voltar a conquistar títulos importantes, o que não acontece desde a Champions League de 2005, ele não tinha tempo para esperar.
"Eles tinham grande ambição e estão fazendo as coisas certas para voltar a competir, mas isso levaria tempo. Eu não tenho esse tempo. Eu sei que os torcedores estão bravos e não entendem minha decisão. Talvez em alguns dias, ou semanas, eu explique todos os motivos. Não peço que eles aceitem, mas, com o tempo, eles verão o que fiz. Futebol é assim: de um dia para o outro, as pessoas podem te odiar ou amar", concluiu.
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