O grande vilão do Mundial de clubes no Japão até aqui já foi eleito pelos envolvidos na competição. Jornalista, jogador ou dirigente, todos têm sofrido com o frio do fim de outono nipônico nos primeiros dias no país. O Santos começou a sentir o que o espera daqui para frente durante o primeiro treino em Nagoya, na quinta-feira. Os jogadores tiveram que usar luvas, gorros e calças para suportarem a baixa temperatura de 10 graus.
Depois da atividade, o elenco foi descansar no conforto do hotel, mas o técnico Muricy Ramalho e parte da comissão técnica santista colocaram a pele à prova novamente para verem à noite a partida de estreia do Mundial, entre Auckland e Kashiwa Reysol.
Os brasileiros conseguiram ver apenas parte do jogo e foram obrigados a deixar o estádio antes do final dos 90 minutos tamanho era o frio, que àquela altura já atingia os 4 graus. “Isso aqui está uma geladeira”, comentou Muricy.
Até mesmo a Fifa se preocupou com o clima na noite dessa quinta. Quando uma névoa entrou no campo por trás de um dos gols e tomou conta de parte da arena em Toyota, região de Nagoya, durante o segundo tempo do jogo, representantes da entidade que coordena o torneio temeram pela continuação da partida.
Para se acostumar com o frio, que deve ser ainda maior em Yokohama, cidade-sede da final do Mundial e casa do Santos caso o time vença o jogo de estreia, dia 14 - não é incomum nevar nesta região em dezembro -, o clube tomou os devidos cuidados e a partir de hoje começou a treinar mais tarde. A atividade desta sexta aconteceu às 19h do Japão ou 8h de Brasília, horário próximo ao que o time fará a estreia no torneio internacional. Depois do treino, os jogadores reclamaram de dores nos dedos na hora de chutar a bola.
O meia Elano lamentou que não seja possível usar gorros durante os jogos, mas disse que pretende usar uma calça térmica em campo. O zagueiro Edu Dracena lembrou dos tempos de Fenerbahce, na Turquia, para amenizar a situação. "O que a gente fazia era passar pomada para dar uma aquecida no pé e cobrir o maior número de lugares possíveis: a mão, a orelha..."
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