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terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Muricy ironiza clima liberal no time do Barcelona: 'É bonito nos outros'

O técnico Muricy Ramalho estava afiado e lembrou as entrevistas dos velhos tempos, nesta terça-feira, na véspera da estreia do Mundial de clubes com o Santos, contra o Kashiwa Reysol. "Sou treinador de campo. Não sou jardineiro, nem arquiteto", disse Muricy sobre o futuro de Paulo Henrique Ganso no clube em uma das frases efeito.

Outras das respostas atravessadas dadas pelo treinador foi na direção do Barcelona. A pergunta sobre a presença das esposas dos jogadores do time espanhol na concentração no Japão era para o zagueiro Edu Dracena, mas Muricy pediu: “Também quero falar sobre isso daí.”


Se o capitão Dracena definiu o clima liberal do Barça como uma questão cultural e elogiou a medida, Muricy foi menos tolerante. “É bonito nos outros. Quando acontece com a gente... Se ganhar, tudo beleza, legal, e se perder, vão arrebentar com quem fez isso. Quando chegar no Brasil vocês vão dar a opinião de vocês”, disse aos jornalistas.

O técnico santista mais uma vez afirmou que os treinadores europeus, entre eles o comandante do Barça, Pep Guardiola, só vão merecer nota 10 quando conhecerem a realidade do futebol brasileiro.

Na hora de falar sobre a qualidade técnica dos espanhóis, porém, Muricy deixou o tom raivoso de lado. Como de costume, elogiou bastante os campeões europeus e disse até que o favoritismo deles em relação ao Al Sadd é muito maior que o do Santos contra o Kashiwa Reysol nos duelos semifinais do Mundial de clubes.

“Quando o treinador do Al Sadd diz que é quase impossível, está mais próximo da verdade que o técnico do Kashiwa. Ele sabe que se o Barça jogar completo...Em relação a nós, não. A gente sabe que o time japonês vai nos dar bastante trabalho e pode nos atrapalhar. A gente tem o pé bem no chão e está muito consciente do que é o time japonês.”

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